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Bjarke Ingels

Revista Arquitetura Entrevistas | 04 Jan 2017

MANIFESTO CRIATIVO

 

No discurso de Bjarke Ingels há um sentimento de esperança que se assoma em cada palavra. Muitas vezes retratado como super-arquiteto, os seus superpoderes “reduzem-se” à capacidade de liderar o mais relevante gabinete de arquitetura da atualidade e de ser um influenciador em diversas áreas da vida em sociedade. Acredita que, enquanto arquiteto, cria uma estrutura para a vida que queremos viver e, à medida que ela evolui, também as nossas cidades e edifícios evoluem. Atualmente, o websitesite do BIG (Bjarke Ingels Group) divulga 17 projetos em construção, 26 em progresso e cerca de 44 em fase de ideia. De forma surpreendente, em cada anúncio de obra concluída nasce um novo manifesto criativo, uma oportunidade para edificar “o mundo físico um pouco mais parecido com os nossos sonhos!”. 

 

De 2005 até hoje quais são as principais diferenças e evoluções do BIG?

Assim como uma organização evolui, evoluímos todos com ela. O meu trabalho transformou-se progressivamente desde que começamos, e as oportunidades, a rede, os desafios, tornaram-se cada vez mais emocionantes. Ainda vou trabalhar com um entusiasmo, e sempre que venho aos escritórios de Nova Iorque ou Copenhague tenho um enorme sorriso no rosto - mesmo ;-)

Conceitos como Sustentabilidade Hedonista, Vertical Suburbia e Pragmatismo Utópico são propostos no seu Manifesto Yes Is More: An Archicomic on Achitectural Evolution. O que quer dizer com essas noções?

Quando falamos de Sustentabilidade Hedonística, queremos desafiar a perceção geral de sustentabilidade como ideia de um código moral: quanto da nossa qualidade de vida estamos dispostos a sacrificar para sermos sustentáveis. É a visão protestante que tem de sofrer para ser bom, e que a vida sustentável é menos do que a vida insustentável. Estamos a olhar para a forma como as cidades sustentáveis, ou edifícios sustentáveis, podem aumentar a qualidade de vida - estamos a procurar formas de projetar cidades e edifícios como dois ecossistemas que são tanto ecológicos, como economicamente rentáveis, e onde o resultado não é efetivamente forçar as pessoas a alterar seu estilo de vida, no sentido de obter uma melhor consciência. Podem viver exatamente da forma como desejarem, até mesmo melhor, pois o mundo e a cidade são concebidos de tal forma que permitem esta realização. Essencialmente, é abordar a questão da sustentabilidade não como um dilema moral, mas como um desafio de design.
(...)

Publicado na ROOF 6

 


La Maison des Fondateurs (Audemars Piguet)

Museu Nacional Marítimo Dinamarquês, Fotografia: Rasmus Hjortshoj


Bjarke Ingels, Fotografia: Jonas Bie


The Mountain, Fotografia: Carsten Kring

VIA 57 West, Fotografia: Iwan Baan

SHENZHEN ENERGY MANSION


2 WORLD TRADE CENTER, Fotografia: DBOX

 

Texto: Cátia Fernandes
Fotos: cortesia da BIG

BIG

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