You are using an outdated browser. For a faster, safer browsing experience, upgrade for free today.

Arthur Casas

Revista Arquitetura Entrevistas | 14 Nov 2017

DESENHO SEM FRONTEIRAS

 

Costuma dizer que o sobrenome lhe determinou a profissão. Mas a intervenção de Arthur Casas, um dos arquitetos mais proeminentes da atualidade, vai muito além da criação de obras residenciais icónicas. Presente e em controlo de todas as fases do processo, Arthur Casas mantém uma coerência identitária que unifica os projetos do estúdio, em diferentes escalas, um pouco por todo o mundo. Só nos últimos cinco anos já conta com mais de 200.
Crítico em relação à forma como o Brasil é refém dos mandatos políticos, no que ao planeamento urbano diz respeito, Arthur Casas deixa uma marca indelével na arquitetura mundial pelo seu "vocabulário descontraído" e elegante, ao mesmo tempo que "resgata a tradição inovadora do modernismo nacional.” 

 

Em que momento se tornou claro que a arquitetura seria a área que o iria realizar profissionalmente?

Na minha infância, caminhava pelas ruas dos vários bairros estritamente residenciais de São Paulo e encantava-me ver as construções. Eram os anos 60 e 70, muitas construções modernas, estruturas de concreto armado. Aos sete ou oito anos já desenhava fachadas de casas, influenciado pelo que observava naquelas ruas. Aos 12 desenvolvi um projeto com plantas, cortes e elevações para um cliente fictício. A partir de então não parei mais. Na verdade, nunca tive dúvidas em relação a que profissão eu seguiria na vida adulta.

 

O que o inquieta enquanto arquiteto?

Ainda me sinto inseguro quando inicio um novo projeto. Tenho a impressão que não vou atingir um resultado que me dê plena satisfação.  Sou o mais severo crítico de mim mesmo e o processo do trabalho criativo mescla momentos de muita satisfação com outros de muita angústia. Chega a ser doloroso.

 

E o que o apaixona?

Adoro desafios, trabalhar novos programas e escalas que podem variar do desenho do utensílio doméstico ao projeto urbano.

 

É possível falar em boa arquitetura e má arquitetura?

Claro que sim. Há a arquitetura autoral, há a arquitetura comercial, há ótimos arquitetos e péssimos. É muito fácil perceber, basta caminhar pelas nossas cidades e observar os seus edifícios.
(...)

Publicado na ROOF 11

 


Casa AL © Fernando Guerra | FG+SG


Casa AL © Fernando Guerra | FG+SG


Casa MS © Fernando Guerra | FG+SG


Casa MS © Ricardo Labougle

HStern, Nova Iorque © Ricardo Labougle


Toro Gastrobar Mexico © Leonardo Finotti

 

Texto: Cátia Fernandes

Arthur Casas

Para ler o artigo completo assine a ROOF - An IN & OUT Magazine na versão em papel ou digital

Subscrever a Revista

Relacionados

Eduardo Souto de Moura

Revista Arquitetura Entrevistas

Marc Fornes

Revista Arquitetura Entrevistas

Dorte Mandrup

Revista Arquitetura Entrevistas
portugal 2020