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Barozzi / Veiga

Revista Arquitetura Entrevistas | 09 Dez 2016

A FORMA ESSENCIAL DA ARQUITETURA

 

Alberto Veiga e Fabrizio Barozzi constroem, desde 2004, uma arquitetura cheia de significados. Porque um projeto é sempre 50% reflexo dos desejos e da vontade do arquiteto, o gabinete procura ir sempre além nas obras que desenvolve. Vencedores do prémio Mies Van Der Rhoe, em 2015, acreditam que todas as distinções significam mais pressão para continuarem a fazer o que os apaixona, mas uma pressão boa de gerir com muito otimismo e resistência, palavras essenciais que, para Alberto Veiga, definem a forma como o gabinete olha o futuro.

 

No estúdio Barozzi/Veiga abraçam uma arquitetura “essencial”. Que tipo de arquitetura é esta e como é possível entendê-la do ponto de vista formal?

O que nos interessa é descobrir com mais força a realidade que cada lugar esconde e, nesse sentido, tentamos reduzir ou controlar ao máximo todos os gestos que podemos realizar e o que podemos fazer para poder transmitir com mais intensidade aquilo que para nós é o mais importante de cada lugar. Por isso nos referimos ao essencial. Se pudermos dizer algo só com um gesto por que vamos fazê-lo com dois? Nesse sentido, tentamos dizer que procuramos o essencial, não porque tenhamos um conceito filosófico associado, mas antes pela necessidade de transmitir de maneira clara aquilo que consideramos importante num lugar.

 

Num mundo cada vez mais global como é que alcançam o conceito de especificidade (um aspecto central nos vossos pensamentos)?

A questão da especificidade está ligada à noção do essencial. No final, quando te apresentas como um arquiteto que trabalha num sitio distinto, num país diferente, numa realidade que não conheces, o que podes oferecer só tem sentido se conseguires ser muito específico em relação ao lugar, se conseguires dar uma resposta não apenas ao contexto próximo, à atmosfera, àquilo que envolve realmente um projeto. Por esse motivo ser específico é o que para nós faz sentido hoje em dia na nossa profissão.

 

Este ser essencial e ser específico não acarreta mais tempo para o desenvolvimento do projeto ou é um tempo importante, valioso para a obra?

Para nós é algo que vale a pena. Tem o seu tempo, claro. É um método de trabalho que vai eliminando coisas. Vamo-nos desprendendo das coisas à medida que vamos avançando. Para nós faz sentido, ou pelo menos tem feito até ao momento. Daqui a uns anos não sabemos que arquitetura faremos, mas é um território no qual nos sentimos bem.
(...)

Publicado na ROOF 5

 

Philharmonic Hall, Szczecin, Polónia

Philharmonic Hall, Szczecin, Polónia


Solo House, Cretas

Solo House, Cretas

Graubünden Museum of Fine Arts, Chur, Suíça. ©Simon Menges

Graubünden Museum of Fine Arts, Chur, Suíça. ©Simon Menges

A Sentimental Monumentality, Biennale di Venezia, Itália

Alberto Veiga + Fabrizio Barozzi

 

Texto: Cátia Fernandes
Fotos: Gentilmente cedidas por Barozzi/Veiga

Barozzi/Veiga

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